Uma loja de coisas usadas que se visita em vez de se navegar.
No Módulo 16, quem compra entra num quarto de uma nave em órbita, abre compartimentos e encontra objetos que pessoas de verdade usaram na Terra. Cada móvel é uma categoria da loja, e cada objeto tem ficha de conservação, história e página própria. É um laboratório da Acheme, feito sobre WordPress e WooCommerce.
- Cliente
- laboratório interno da Acheme
- Ano
- 2026
- Entrega
- plugin WordPress, sistema de marca e campanha
- No ar
- modulo16.acheme.me
- A cenaquarto em 3D desenhado no carregamento
- O acervodados das peças, servidos pelo plugin
- A lojaWooCommerce, com carrinho e Pix
- A baseWordPress e Elementor


Um teste de que a experiência cabe numa loja comum.
O Módulo 16 vende objetos usados, um de cada, para quem gosta de coleção e de peças com história. Quem resgata uma peça recebe o objeto pelo correio e um registro guardado na loja, que liga a pessoa, o pedido e a peça.
Para a Acheme, o retorno esperado não é o faturamento do acervo. É a prova de que esse tipo de experiência pode ser construído sobre WordPress e WooCommerce sem abrir mão de velocidade, e de que o mesmo motor pode servir a outros clientes depois.

Seis decisões que guiaram o projeto.
- 01
A mobília é o menu
Cada móvel do quarto é uma categoria do WooCommerce, uma para uma. Categoria nova não ganha filtro nem item de menu: ganha um móvel. A posição, a cor e o tipo de cada móvel vêm dos dados da loja, e não do código.
- 02
Duas portas para o mesmo produto
O 3D nunca é o caminho mais longo até a compra. Toda peça tem página própria, com endereço, texto e dados que o Google entende. Quem chega pelo Instagram entra pela nave; quem chega pelo Google cai na página da peça e pode subir para a nave se quiser.
- 03
O desgaste declarado
Nenhuma peça entra sem ficha de conservação: integridade, caixa e peça em porcentagem, notas de desgaste e a história do objeto. Objeto usado vendido como novo é mentira; vendido como usado, é memória.
- 04
Uma unidade de cada
O estoque é sempre um. Quando uma peça sai, o lugar dela continua visível, vazio, com a data do resgate. A moto fica fora do carrinho, porque a venda de veículo exige transferência e vistoria: o botão dela é "Sinalizar interesse".
- 05
Um computador de bordo
O monitor na parede roda o 16·OS, um sistema com aplicativos próprios: o Manifesto (um pedido de busca de objetos), o Mural, o Acervo, o Diário, os Jogos, o Console e o Sistema. Na janela, o observatório deixa o visitante ligar estrelas para formar constelações.
- 06
Uma marca inteira
O projeto tem sistema de marca (cores, tipografia, voz e regras de fotografia), um guia de marca publicado no próprio site e uma campanha, "Sinais de uso", com outdoor, peças de metrô, cartão de visita e camisetas.






Um limite de peso que virou regra de marca.
O projeto tem um orçamento de desempenho: a página inicial carrega em menos de 3 MB, fica pronta para uso em 3 segundos numa conexão 4G e roda a 60 quadros por segundo num celular Android intermediário. Nenhuma decisão de visual sobrevive se estourar essa conta.
- 01
Um quarto sem imagens baixadas
O quarto é montado por código, com formas geométricas, e as superfícies (placas do casco, grade do piso, tapete, livros) são desenhadas pelo próprio navegador no carregamento. As únicas imagens baixadas são as fotos das peças, que a loja já tem.
- 02
Menos pedidos de desenho
A cada quadro, o navegador pede à placa de vídeo que desenhe cada objeto separadamente, e esse pedido é o que mais pesa num celular. As peças paradas do quarto foram costuradas numa malha por material. Na vista inicial, num computador, os pedidos caíram de 417 para 146 por quadro.
- 03
A loja continua sendo a loja
O plugin lê o acervo por um endereço de dados próprio, guardado em cache por 5 minutos e renovado sempre que um produto muda. O carrinho, o pagamento por Pix e o fechamento do pedido são os do WooCommerce. Nada disso foi reescrito.
- 04
Ajuste para telas pequenas
Abaixo de 760 pixels de largura, as sombras são desligadas e o céu tem menos estrelas. A resolução é limitada a 1,8 vez a da tela em qualquer aparelho, porque acima disso o ganho visual é pequeno e o custo é alto.
O que este projeto ensina.
- Uma experiência em 3D não pode esconder o produto. Toda informação precisa existir também numa página comum, que o Google lê.
- Defina o limite de peso antes do visual, e confira antes de cada publicação.
- Deixe os dados desenharem a cena. Quando a loja muda, o quarto muda junto, sem mexer no código.
- Use o que a plataforma já faz bem (carrinho, pagamento, pedidos) e construa só o que falta.
- Escolha nomes que não colidam: a marca evita "M16" (é o nome de um fuzil) e "estação" (já usado pela Rentbrella, do mesmo portfólio).
Ficha técnica
- Loja
- WordPress, WooCommerce e Pix
- Cena
- Three.js (r160) dentro do plugin, sem depender de servidor de terceiros
- Plugin
- PHP, widgets do Elementor e um endereço de dados próprio para o acervo
- Sistema de marca
- Chakra Petch para a voz da interface e Inter para a voz do narrador
- Campanha
- outdoor 9 × 3 m, peças de metrô, cartão de visita e três camisetas
- Créditos
- Cavaleiros do Zodíaco é marca dos seus donos; a peça aparece por fazer parte do acervo à venda.
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